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Profissionais tarimbados "adotam" empresários iniciantes

O escritório do Baby.com.br, um site de produtos para bebês, serve como uma "casa de mãe" para empreendedores: pessoas que estão iniciando o próprio negócio passam um tempo ali usando o espaço físico e, principalmente, recebendo aconselhamento sobre como crescer.

"Nós discutimos de um modo muito natural os desafios que eles enfrentam e os modos de fazer o negócio crescer", diz o americano Kimball Thomas, 33, fundador da Baby, que estudou em Harvard e atua como mentor de empresários iniciantes sem cobrar nada por isso.

Ter bons mentores, que já passaram pelas dificuldades envolvidas no processo de criação de um negócio, pode ajudar os empreendedores na trilha de sucesso do negócio.

Em geral, podem ser mentores os próprios empresários ou pessoas que têm muita experiência em uma determinada área e podem aconselhar os empreendedores na formatação do produto ou serviço.

Há instituições que ligam mentores a empreendedores, como a Endeavor, uma organização sem fins lucrativos que apoia novos empresários. Mas a competição para fazer parte da associação é dura. Fernanda Antunes, gerente de relações institucionais, diz que o grupo analisa entre 2.000 e 3.000 empresas por ano, e hoje apoia 56.

"Não apoiamos negócios que só atingem nichos, mas sim aqueles que têm potencial de serem grandes", diz. Mas também é possível conseguir um "guia" falando com ele diretamente.

"Basta muita insistência para conquistar a atenção de um mentor que o empreendedor admire", afirma Yuri Gitahy, 38, que é mentor de empresários iniciantes e também fundador da aceleradora de negócios Aceleradora.

Para ele, é importante que esse relacionamento seja constante, com conversas semanais, por exemplo.

"Um mentor é alguém comprometido no médio a longo prazo, com uma experiência sólida nas mesmas situações que o empreendedor enfrenta no dia a dia, e que pode alavancar as primeiras vendas da empresa e contribuir de forma sólida com seu networking", diz Gitahy.

Mas o que os mentores ganham ao gastar seu tempo ajudando outros empresários? Thomas afirma que "o melhor modo de aprender algo é ensinando alguém".

"Nós na verdade temos novas ideias para nossos próprios negócios e também fazemos novos amigos e, quando precisamos de ajuda, podemos ligar para eles", diz.

"Eu faço o que gostariam que tivessem feito comigo quando eu comecei", afirma Gitahy.

Também existe a possibilidade de mentores se tornarem investidores no negócio.

 

Fonte: Folha de São Paulo

 

 

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