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Profissional tem sido mais requisitado em países emergentes

Profissionais de coaching estão otimistas quanto ao futuro. Apesar do cenário econômico conturbado, a profissão passou por um momento de crescimento no último ano, em especial no Brasil e na América Latina.

É o que indica uma pesquisa encomendada pela International Coaching Federation (ICF) e realizada pela PwC que busca mapear a profissão no mundo hoje, a partir de dados de mais de cinco mil profissionais da área espalhados por 73 países.

Atualmente há mais de 41 mil coachs em atividade em todo o mundo, que movimentam perto de US$ 2 bilhões por ano. Apesar de ser uma profissão ainda muito concentrada em regiões de alta renda como a América do Norte e a Europa, a pesquisa destaca que países emergentes registram o crescimento mais rápido de faturamento e demanda por clientes no mundo. No Brasil, o número de coachs atuantes também deu um salto nos últimos dois anos, indo de 350, em 2009, para 1100 neste ano.

Segundo o presidente do ICF no Brasil, José Augusto Figueiredo, ainda há muito espaço para crescer. Dados da pesquisa mostram que, na América do Norte, existem 40 coachs em atividade para cada milhão de habitantes. No Brasil, esse número é de 4,4. "As questões de mercado que desafiam as empresas hoje são mais complexas", diz Figueiredo. "Passam pela necessidade de ampliar a compreensão de si próprio, trabalhar pontos fortes e traçar planos".

Além de também ser oferecido para pessoas com alto potencial de desempenho como ferramenta de retenção, Figueiredo considera que o coaching atua como complemento na formação do executivo. "Ele preenche uma lacuna deixada pela educação executiva. As escolas de negócios não cuidam de competências emocionais e sociais", ressalta.

No último ano, a média global de remuneração de um coach foi de US$ 47 mil. Na América Latina, esse valor cai para US$ 34 mil. A maioria dos entrevistados (57%) diz que a média paga pelos serviços não sofreu alteração no período, enquanto 37% sentiram aumento.

Ainda assim, os coachs estão sendo mais demandados. A América Latina e a Ásia são as duas regiões onde mais coachs registraram aumento tanto na remuneração, quanto na procura por clientes e no valor da hora paga: 29%. Na Europa Ocidental, que concentra quase 40% dos coachs do mundo, esse número foi de 19%. Os latino-americanos também são os mais otimistas. Mais de 80% esperam que sua renda aumente nos próximos 12 meses, ante 69%, na Europa Ocidental.

No entanto, Figueiredo aponta que a forte demanda esbarra no alto custo que o serviço ainda tem no Brasil e na falta de profissionais qualificados - considerada por ele um dos principais desafios do mercado. "O coaching é uma técnica muito distinta da consultoria e da terapia", diz, adicionando que é comum que profissionais formados em cursos de qualidade duvidosa deem má "fama" à prática como um todo.

Como a profissão não é regulamentada, cabe aos clientes identificarem profissionais competentes. A ICF, presente no Brasil há três anos, credencia coachs que seguem um determinado padrão internacional. Desde 2010, o número de membros aumentou de 26 para 290. Como forma de fugir de profissionais pouco capacitados, Figueiredo sugere que a pessoa não só questione a formação do coach, mas que peça referências e converse com clientes anteriores. (LA)



 

Fonte Valor Econômico

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