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Cresce o movimento dos 'profissionais sem-mesa' nas empresas II

"Quando você precisa passar muito tempo trabalhando com uma pessoa, já se senta próximo a ela e não há necessidade de reservar uma sala de reunião para isso. Resolve-se o dia a dia de trabalho de forma mais natural."

A empresa adotou o esquema quando se mudou para um novo escritório em São Paulo, com capacidade menor. Os profissionais, então, trabalham em casa um dia por semana e, quando vão à sede, não têm posto fixo.

Mas foi necessário fazer ajustes no modelo: no começo, ninguém tinha mesa ou lugar definidos, mas houve um passo atrás e agora a empresa definiu que os profissionais de cada área de negócio devem procurar sentar-se próximos. "Pessoas de áreas como RH e finanças, às vezes, precisam tratar de assuntos sigilosos, e isso pedia um espaço mais reservado", afirma Alessandro Gruber, gerente de RH da companhia.

MENOS SUPERVISÃO

Entretanto, nem todos profissionais se adaptam a esse tipo de inovação. Alvaro Mello, coordenador do Centro de Estudos de Teletrabalho e Alternativas de Trabalho Flexível da Business School São Paulo, diz que as empresas devem fazer avaliações para verificar se o funcionário tem capacidade para produzir trabalhando sob menos supervisão.

É preciso, por exemplo, saber gerenciar bem o tempo e ter bom conhecimento do trabalho para realizá-lo com autonomia. "Tanto os indisciplinados, que não cumprem prazos, quanto os 'workaholics' podem ter problemas para trabalhar assim."

Renata Patu, 38, gerente de suprimentos da Unilever, que trabalha "sem mesa" desde 2012, diz que a distância faz com que as relações profissionais sejam mais maduras.

"Isso gera um grau de confiança entre você, o seu chefe e a sua equipe. O trabalho fica mais comprometido com o resultado", diz.

Em geral, os profissionais "sem mesa" recebem da empresa um laptop com ferramentas de mensagens instantâneas e de teleconferência.

"Procuro me policiar para não usar o e-mail e o sistema de mensagens de forma desnecessária. Se a pessoa está próxima de você, é melhor ir lá conversar em vez de ficar falando virtualmente", afirma Amorim

LIDERANÇA REMOTA

Para os profissionais em função de chefia, essa mobilidade traz desafios. É preciso aprender a liderar os funcionários mesmo que eles não estejam ao alcance dos olhos o tempo todo.

Andrea Huggard Caine, diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), afirma que é importante que os gestores estejam sempre em contato com os subordinados e avaliem o trabalho deles constantemente.

"É importante ter disciplina para não perder o momento. Tem que pegar o telefone e dizer: 'Fulano, não gostei disso'", recomenda.

Também é importante marcar reuniões periódicas ou mesmo reuniões informais para que os profissionais mantenham contato.

"As pessoas precisam entender que a formação do vínculo não depende de trabalhar cara a cara com a equipe que está no projeto", afirma Lucyane Rezende, diretora de RH da Unilever.

Fonte: Folha de São Paulo

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